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Mídias Sociais e Eventos


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Eventos e mídias sociais têm muita coisa em comum e a integração de ambos deixou de ser um diferencial. É questão fundamental, e torna-se um diferencial quando uma boa equipe consegue usar de modo inovador as ferramentas disponíveis, com foco no público-alvo, não na tecnologia.

Artigo do diretor da Infomídia Comunicação e Marketing, Rogério Mosimann, publicado originalmente na revista Turismo em Pauta / Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – N. 13 ( setembro-outubro 2012) – Rio de Janeiro.

Mídias sociais e eventos são plataformas de comunicação e marketing que permitem as pessoas viverem experiências com marcas e o compartilhamento de significados. Comportam ações que visam estreitar o vínculo com o consumidor, criar relacionamentos, gerar entretenimento, compartilhar informação. São meios para as pessoas se encontrarem e facilitam o agrupamento de pessoas com interesses comuns. E seja qual for o público do seu evento, uma parcela significativa dele acessa a internet frequentemente e navega em redes sociais.

turismo-em-pauta-13-cnc-nov-2012A penetração da internet no Brasil chega a 53% da população, atrás apenas da TV aberta (97%) e do rádio (76%), mas já maior do que revistas (40%), TV por assinatura (35%) e jornais (34%), de acordo com o Media Book 2012, publicação do IBOPE Media.

O conjunto de ações de comunicação integrada — um conceito, uma mensagem unificada e diversas plataformas — não pode mais ignorar a internet. Seja propaganda nos portais e sites segmentados, anúncios relacionados com buscas, e-mail marketing ou mídias sociais (e preferencialmente a combinação destas ferramentas), a capacidade de alcançar com eficiência o nicho certo e a possibilidade de mensurar o desempenho fazem da internet um meio com grande potencial para gerar receita e oferecer um bom retorno de investimento para quem conhece o mercado.

O Brasil já se constitui como o 7º mercado do mundo em audiência de internet, a quinta maior população no segmento de redes sociais e o sexto maior mercado de publicidade on-line do planeta. Somos 83,4 milhões de pessoas com acesso à internet no país, conforme dados do 2º trimestre de 2012 do IBOPE Nielsen Online, quando considerado todos os locais para conexão como domicílios, trabalho, escolas e lan houses. Em maio de 2012 a Internet no Brasil atingiu, pela primeira vez, a marca de 50 milhões de usuários ativos, ou seja, pessoas com dois anos ou mais de idade que acessaram a internet pelo menos uma vez no mês. O total de pessoas com acesso em casa ou no local de trabalho chegou a 68 milhões, representando crescimento de 16% sobre o mesmo período do ano passado.

Veja estatísticas atualizadas sobre a internet no Brasil.

A taxa de crescimento é a mesma se considerarmos visitantes de 15 anos ou mais, com acesso de casa ou do trabalho, público que chega a 46,3 milhões, de acordo com o estudo 2012 Brazil Digital Future in Focus, da comScore. Deste total, 32% está na faixa dos 25-34 anos, 28% entre 15 e 24 e 21% com idade entre 35 e 44 anos. O tempo médio dos brasileiros online foi de 26,7 horas online em dezembro de 2011, um aumento de 10% em relação ao ano anterior (equivalente a mais de 2 horas). Em média as pessoas passaram 4,8 horas somente no Facebook, que atraiu 36,1 milhões de visitantes em dezembro de 2011, um crescimento de 192% nos últimos 12 meses, ultrapassando o Orkut e se tornando a principal rede social no Brasil, país conhecido por sua afinidade cultural com as mídias sociais.

Em julho deste ano (2012), conforme o IBOPE Nielsen Online, o número de pessoas que acessou sites como Facebook, Twitter, além de blogs, fóruns e outras páginas de relacionamento já era de 40,3 milhões.

O estudo da comScore indica que 97,5% dos internautas brasileiros acessam redes sociais, 95,9% visitam blogs, quase a totalidade (99,1%) realizam buscas on-line e 33,4% navegam em sites da categoria turismo.

O número de usuários ativos dos sites de hotéis deu um salto de 132% de dezembro de 2010 para o mesmo mês de 2011, chegando a 5,8 milhões de visitantes, 12,5% do total de internautas brasileiros, segundo o IBOPE Nielsen Online. A expansão do setor de turismo no Brasil alavanca este crescimento. Os sites dessa categoria, incluindo os das companhias aéreas, destinos turísticos, informações e reportagens, pacotes, entre outros, atingiram em janeiro de 2012 56% dos internautas, ou 26,8 milhões de pessoas.

Apesar do crescimento das redes sociais – de 16 para 23% do total de tempo dispendido na web, os portais continuam como a atividade online que mais gerou engajamento, com 39,2% do total de minutos em dezembro de 2011.

Outra atividade que se consolida como das mais importantes da web é acessar vídeos. Quase 43 milhões de pessoas viram vídeos online em dezembro de 2011, assistindo 4,7 bilhões de vídeos, um aumento de 74% em relação ao ano anterior. O google é o proprietário dos sites de vídeos mais acessados (inclui o Youtube), a Globo está na quarta posição e o Facebook já aparece em 7º. O Facebook também surpreende aparecendo como segunda marca em buscas, mercado dominado pelo Google (90% das buscas na América Latina), que além do seu mecanismo de busca hor concours tem o Youtube, segundo site mais usado para pesquisas (comScore).

Além da audiência entre as mídias sociais, o Facebook também lidera o mercado de publicidade digital, com 17,4% de share, seguido por Globo (14%), UOL (12%), Terra (11%) e Google (10%). Um em cada cinco anúncios online no Brasil é publicado na rede social mais popular no país. Em 2011, as 100 maiores empresas no Brasil investiram 13,7% de seus orçamentos em mídia digital (dados da comScore).

Para tornar este cenário mais complexo e com mudanças ainda mais velozes, a internet móvel está se popularizando rapidamente. De acordo com pesquisa do IBOPE Nielsen Online, 13% da população brasileira possui smartphones, o equivalente a 9,5 milhões de pessoas. Em 2009, esse percentual era de 7%. Desse total, 5,2 milhões de pessoas acessam a internet pelo celular, dos quais 87% acessam e-mails, 77% visitam redes sociais, 40% escutam música, 29% assistem a vídeos e 25% jogam games. Nas regiões metropolitanas e do interior do Sul e do Sudeste o acesso via smartphones e tablets já chega a 30,3% dos que usaram a internet nos últimos 30 dias.

Enfim, é fato que o consumidor está gastando cada vez mais tempo com contéudo digital, até mesmo com sua vida digital poderíamos dizer. Na produção de um evento, esta massa de dados disponível na internet em geral e nas mídias sociais em especial pode contribuir para conhecer o mercado e atrair um target seleto para o evento.

As ferramentas online de divulgação e promoção funcionam para todo tipo de evento, com grande alcance em comparação com o investimento realizado. Seja através de conteúdo gerado pela organização — buscando relevância e personalização — ou postado pela própria audiência, seu evento pode se disseminar nas redes sociais com rapidez e potencializar as inscrições de participantes, ampliar o conhecimento da marca, gerar engajamento e interação com o público, entre outros resultados possíveis, até mesmo uma repercussão negativa, em casos mal trabalhados.
A fronteira entre consumir e produzir conteúdo é cada vez mais tênue, e, para muitos, apenas assistir um evento não é mais interessante. Buscar formas para que o público se expresse, seja o protagonista do evento e compartilhe sua experiência nas mídias sociais é um desafio dos organizadores e suas equipes de marketing. E cada vez mais um critério usado por grandes marcas para seleção de eventos a patrocinar.

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